Sensores, IIoT e super apps: o futuro da indústria 4.0

Na última década, a indústria 4.0 vem sendo um dos temas mais pautados, discutidos e idealizados por todas as empresas que participam dos processos produtivos e prestam serviços à indústria. Fabricantes de soluções para automação e controle de processos de fabricação vêm tentando materializar o conceito provendo informação certa, no tempo certo, para a pessoa certa, como ferramenta para que as decisões sejam tomadas com maior embasamento, velocidade e segurança.

A demanda por produtos de maior qualidade e menores preços tem forçado a indústria a uma busca constante por processos mais enxutos, eficazes e eficientes. Melhoria de indicadores como OEE (Overall Equipment Effectiveness), que mede a produtividade de uma máquina e/ou processo, tem sido perseguida arduamente por plantas de todos os portes, em diversos segmentos de mercado.

Sensores inteligentes, comunicação IIoT e softwares com conceito de super apps viabilizam o aumento na produtividade, disponibilidade e a qualidade dos produtos e processos nas plantas industriais. A combinação dessas tecnologias, além de fechar a ponte entre a tecnologia de operação e a da informação, possibilitam a conversão de dados em informação para tomada de decisão rápida, precisa e assertiva. Essa tem sido a aposta nos últimos anos e, certamente, será tendência para 2022.



Os sensores inteligentes têm a missão de monitorar os equipamentos e processos, como fonte captadora de todos os dados importantes que, após transmitidos e processados por softwares, serão convertidos em informação útil para os tomadores de decisão.

A comunicação IIoT (Internet Industrial das Coisas) viabiliza o transporte dos dados gerados pelos sensores inteligentes aos softwares de processamento. Protocolos de comunicação como HTTP, JSON e MQTT, estão sendo amplamente utilizados pela indústria como ponte entre as tecnologias de operação e de informação, de fácil compreensão e interpretação. Eles dão agilidade ao processo de digitalização das plantas, sem deixar de lado, é claro, a segurança cibernética.

Já os super apps completam a transformação dos dados já digitalizados em informação. Esses apps têm conceito de software ou plataforma de software modular cujo objetivo é resolver vários desafios. Na indústria, podemos exemplificar a transformação de dados em informações de indicadores de processo (dashboards), a utilização de algoritmos que cruzam dados e criam estatísticas para previsão de falhas (IA – inteligência artificial), geração e gestão de alarmes de condição (RTM – manutenção em tempo real), integração com rotinas automatizadas de planejamento de manutenção, compras, produção (SFI – integração com o chão de fábrica) e outros.

Como resultados recentes, no primeiro trimestre de 2021, uma das plantas da ifm aumentou a capacidade de produção em 16%. Num segundo caso de sucesso, numa planta na Romênia, houve zero erros no processo final de embalagem.

 


 

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