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Sensor de grafeno permite medir glicose sem furar a pele

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Pesquisadores da Universidade Técnica Estatal de Novosibirsk, na Rússia, desenvolveram um dispositivo inovador que utiliza grafeno para medir os níveis de glicose sem a necessidade de perfurar a pele. A tecnologia representa um avanço significativo no monitoramento de diabetes, oferecendo uma alternativa menos invasiva e mais confortável para os pacientes. O sistema é composto por um sensor de grafeno, circuito de medição e microcontrolador, integrados em um dispositivo adesivo aplicado diretamente na pele. A medição ocorre por meio da análise do suor, utilizando eletrodos de grafeno induzido a laser, capazes de identificar a concentração de glicose de forma rápida e precisa. O uso do grafeno é fundamental para o desempenho do dispositivo. Suas propriedades elétricas e sensibilidade química permitem detectar pequenas variações nos níveis de glicose, viabilizando uma abordagem eletroquímica eficiente e confiável. Além do hardware, o projeto inclui um software multiplataforma, compatível...

Grafeno abre caminho para sistemas energéticos mais rápidos e eficientes

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O grafeno vem se consolidando como um dos materiais mais promissores para o futuro do armazenamento de energia. Graças à sua altíssima condutividade elétrica e térmica, ele permite que elétrons se movimentem com resistência quase nula, tornando sistemas energéticos muito mais eficientes. Uma das aplicações mais relevantes está nos supercapacitores de grafeno, capazes de armazenar e liberar energia com extrema rapidez. Diferentemente das baterias convencionais, que dependem de reações químicas mais lentas, os supercapacitores utilizam campos eletrostáticos para acumular energia, o que possibilita recargas em poucos segundos e maior durabilidade dos componentes. Essa tecnologia abre novas possibilidades principalmente para veículos elétricos e dispositivos portáteis, permitindo sistemas híbridos de armazenamento de energia que combinam alta potência, eficiência térmica e menor desgaste ao longo do tempo. Além de acelerar o tempo de recarga, o grafeno também contribui para sistemas mais s...

Pesquisa da USP usa grafeno para acelerar regeneração óssea

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Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros aponta para um novo caminho na regeneração óssea utilizando grafeno. O estudo, publicado na revista Scientific Reports, foi coordenado por Daniela Franco Bueno, da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, e Guilherme Lenz e Silva, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Os pesquisadores desenvolveram um biomaterial que atua como um “andaime” bioativo, combinando grafeno, óxido de grafeno e nanografite com polímeros naturais derivados de quitosana e xantana. Essa estrutura temporária funciona como suporte para o organismo, estimulando células ósseas a regenerarem o tecido danificado de forma mais rápida e organizada. Nos testes realizados com ratos de laboratório, o material apresentou quase 90% de recuperação da fratura em cerca de um mês, desempenho superior ao de outros biomateriais avaliados. Parte do carbono utilizado na produção do material foi obtida a partir do licor negro, um subproduto da...

Fábricas inteligentes e o novo padrão de competitividade no Brasil

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A indústria brasileira atravessa uma mudança estrutural impulsionada por automação avançada, inteligência artificial, conectividade e análise de dados. O modelo tradicional de produção dá lugar a ambientes integrados, nos quais máquinas, sistemas e pessoas operam de forma sincronizada, elevando eficiência, previsibilidade e flexibilidade. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam que 69% das indústrias brasileiras já utilizam ao menos uma tecnologia digital em seus processos produtivos. A digitalização deixou de ser um projeto paralelo e passou a ocupar posição estratégica, permitindo decisões baseadas em dados, redução de falhas, melhor aproveitamento de recursos e maior capacidade de resposta às oscilações do mercado. A integração entre sistemas como ERPs, plataformas de execução da manufatura e ferramentas de planejamento avançado cria um fluxo contínuo de informações, transformando indicadores operacionais em inteligência aplicada. O resultado é aumento de produtividade, ...

Pesquisa usa Grafeno para proteger o sobreiro e valorizar a cortiça

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Portugal é líder mundial na produção de cortiça, mas as alterações climáticas e a disseminação de fungos têm colocado em risco a saúde do sobreiro e a qualidade deste recurso emblemático. Para responder a este desafio, a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) coordena o projeto Cut&CareGP, que aposta no grafeno como elemento central de uma solução sustentável e de alto valor tecnológico. Liderado por Raquel Nunes da Silva, investigadora do Laboratório Associado para Química Verde (LAQV-REQUIMTE), o projeto propõe o desenvolvimento de lubrificantes e revestimentos ecológicos para ferramentas utilizadas no corte do sobreiro e na extração da cortiça. O objetivo é reduzir o risco de infeções fúngicas, especialmente após a poda ou o descortiçamento, momentos críticos para a árvore. A inovação está na criação de novos materiais antimicrobianos verdes, baseados em derivados de grafeno combinados com compostos antioxidantes naturais. Esses compostos serão extraídos de subpro...