Futuro da IA: Grafeno ajuda a criar chip resistente até à lava
Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia desenvolveram um chip de memória capaz de operar em temperaturas superiores a 700°C, superando limitações dos componentes tradicionais à base de silício. A inovação pode abrir novos caminhos para aplicações em inteligência artificial, exploração espacial e monitoramento industrial em ambientes extremos. O dispositivo foi projetado com uma arquitetura baseada em um memristor em nanoescala, tecnologia que combina processamento e armazenamento de dados em um único componente. O diferencial do projeto está no uso estratégico de materiais altamente resistentes ao calor, incluindo o grafeno, que atua como eletrodo inferior do chip. Com apenas um átomo de espessura, o grafeno desempenha papel essencial na estabilidade do sistema. Sua estrutura cria uma barreira física que impede a migração de partículas metálicas dentro do dispositivo, um dos principais fatores responsáveis por curtos-circuitos em sistemas eletrônicos submetidos a temperatura...