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Grafeno torna peças plásticas automotivas 20% mais resistentes e 18% mais leves

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Pesquisadores da Universidade de Toronto desenvolveram um novo material capaz de elevar o desempenho de componentes industriais, principalmente na área automotiva. Batizado de Gratek, o composto combina polipropileno reforçado com fibra de vidro e uma pequena quantidade de grafeno, resultando em peças até 20% mais resistentes e 18% mais leves que as convencionais. O avanço foi alcançado pelo pesquisador de pós-doutorado Nello David Sansone, que buscou uma forma eficiente de incorporar nanoplaquetas de grafeno ao polipropileno. A dificuldade inicial estava no comportamento natural dessas nanopartículas, que tendem a se aglomerar quando misturadas ao plástico, prejudicando o desempenho do material. Para superar esse desafio, Sansone desenvolveu uma técnica patenteada que permite que as nanoplaquetas de grafeno se depositem diretamente sobre as fibras de vidro dentro da matriz polimérica. Esse método impede o aglutinamento e garante que o grafeno atue exatamente onde faz mais diferença: n...

MIT avança em direção aos supercondutores de temperatura ambiente com uso de grafeno

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O grafeno, formado por uma única camada de átomos de carbono, continua surpreendendo a comunidade científica por sua capacidade de desafiar os limites conhecidos da física. Nos últimos anos, esse material ultrafino tem se destacado como um dos candidatos mais promissores para revolucionar tecnologias relacionadas à energia, computação e transporte. A nova fronteira dessa revolução está no estudo do grafeno de ângulo mágico, uma estrutura criada ao empilhar folhas de grafeno em orientações extremamente precisas. Pesquisadores do MIT deram um passo decisivo ao observar supercondutividade não convencional em grafeno triplo torcido, o chamado MATTG. Ao medir diretamente a lacuna supercondutora desse material, a equipe confirmou que o comportamento do grafeno torcido não segue o padrão observado nos supercondutores tradicionais. Em vez disso, exibe uma estrutura de energia em “V”, indicando que sua supercondutividade nasce de um mecanismo distinto e potencialmente mais eficiente. Essa desco...

Inteligência Artificial e o futuro da Indústria 4.0

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A Indústria 4.0 representa a integração entre máquinas, pessoas e sistemas por meio de tecnologias como IoT, Big Data, Cloud Computing e automação inteligente. Hoje, esse conceito ganha nova força ao se unir à Inteligência Artificial (IA), tornando os processos produtivos mais autônomos, preditivos e escaláveis. Mais do que automatizar, essa revolução permite monitoramento em tempo real do chão de fábrica, análise instantânea de indicadores como OEE e decisões baseadas em dados. Com IA, os sistemas aprendem continuamente, prevendo falhas, otimizando setups e ampliando a eficiência operacional. Segundo o Observatório Nacional da Indústria, a Europa lidera a adoção da Indústria 4.0, enquanto o Brasil segue em expansão, com crescimento estimado de 21% até 2028. Apesar do avanço, ainda há desafios, especialmente culturais e de integração tecnológica, que impedem muitas empresas de acelerar essa transformação. No entanto, digitalizar já não é uma escolha, e sim uma necessidade. A integração...

Pesquisadores fazem elétrons comportarem-se como líquido com grafeno

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Pesquisadores do Instituto Indiano de Ciências, liderados por Aniket Majumdar, observaram um fenômeno que desafia uma das leis clássicas da física dos metais, a lei de Wiedemann-Franz, segundo a qual a condutividade elétrica e a condutividade térmica de um metal devem ser proporcionais. No entanto, ao estudar o grafeno, eles registraram um desvio de mais de 200 vezes em relação a essa regra, evidenciando que os mecanismos de condução de carga e de calor podem se desacoplar completamente. Para investigar esse comportamento, Majumdar e sua equipe utilizaram amostras de grafeno de altíssima pureza, um material bidimensional com estrutura cristalina altamente ordenada. Essa pureza permitiu eliminar interferências de impurezas e defeitos atômicos, possibilitando observar com precisão como o grafeno conduz eletricidade e calor. Pela primeira vez, foi possível acompanhar simultaneamente esses processos de condução em um material 2D. Os resultados mostraram um comportamento oposto ao previsto:...

Grafeno é utilizado para detectar substância cancerígena em bebidas

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Uma equipe de pesquisadores brasileiros, da UFSCar, desenvolveu um sensor ecológico e de baixo custo capaz de identificar a presença de nitrito de sódio (NaNO₂) em bebidas como água mineral, suco de laranja e vinho. A pesquisa integra um esforço maior de monitorar a qualidade de bebidas no país, tema que voltou ao debate após casos de intoxicação por metanol em produtos adulterados. O dispositivo foi produzido a partir de cortiça, o mesmo material usado em rolhas de vinho. Com a aplicação de feixes de laser, a superfície da cortiça é transformada em grafeno, uma forma de carbono altamente condutora de eletricidade. Essa camada de grafeno funciona como o “cérebro” do sensor: quando entra em contato com o nitrito dissolvido na bebida, ocorre uma reação de oxidação — o composto libera elétrons, que são captados e convertidos em sinais elétricos medidos pelo dispositivo. “Esse processo é sustentável, dispensa reagentes tóxicos e resulta em um material altamente condutor, o que é essencial,...