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Grafeno pode tornar drones e aviões militares quase invisíveis aos radares

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O grafeno segue ampliando seu potencial em aplicações de alta tecnologia. Em Portugal, pesquisadores estão desenvolvendo um material avançado à base de grafeno capaz de absorver ondas de radar, uma inovação que pode contribuir para a evolução de sistemas de baixa detecção em aeronaves e drones, além de abrir novas possibilidades para diferentes setores industriais. O projeto é liderado pela GTechPlasma, spin-off do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. A equipe desenvolveu uma tecnologia baseada em plasma que permite produzir grafeno de alta qualidade com controle preciso de sua estrutura em nível atômico, possibilitando o ajuste de propriedades específicas para cada aplicação. Segundo Bruno Soares Gonçalves, cofundador da GTechPlasma, o principal foco atual é o desenvolvimento de revestimentos capazes de absorver radiação eletromagnética, incluindo ondas de radar. O pesquisador destaca que o domínio desse processo de fabricação diferencia a tec...

O poder do grafeno na nova era da construção civil

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A busca por materiais de construção com impacto ambiental positivo tem impulsionado a inovação na indústria química, resultando em revestimentos que atuam ativamente na despoluição dos ambientes. As tintas à base de calcário aditivadas com nanofibras de grafeno surgem como uma solução de engenharia avançada para obras com certificação de pegada de carbono neutra. Diferente das tintas acrílicas convencionais, que dependem de polímeros derivados do petróleo e solventes orgânicos voláteis, as tintas minerais utilizam o hidróxido de cálcio como base principal. A grande inovação reside na incorporação do grafeno um nanomaterial composto por uma camada única de átomos de carbono que atua como uma malha de reforço estrutural. Essa tecnologia confere à tinta uma durabilidade excepcional e propriedades térmicas superiores. O grafeno elimina a fragilidade característica da cal, evitando o craquelamento da camada aplicada e garantindo que o revestimento suporte variações climáticas intensas sem p...

Futuro da IA: Grafeno ajuda a criar chip resistente até à lava

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Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia desenvolveram um chip de memória capaz de operar em temperaturas superiores a 700°C, superando limitações dos componentes tradicionais à base de silício. A inovação pode abrir novos caminhos para aplicações em inteligência artificial, exploração espacial e monitoramento industrial em ambientes extremos. O dispositivo foi projetado com uma arquitetura baseada em um memristor em nanoescala, tecnologia que combina processamento e armazenamento de dados em um único componente. O diferencial do projeto está no uso estratégico de materiais altamente resistentes ao calor, incluindo o grafeno, que atua como eletrodo inferior do chip. Com apenas um átomo de espessura, o grafeno desempenha papel essencial na estabilidade do sistema. Sua estrutura cria uma barreira física que impede a migração de partículas metálicas dentro do dispositivo, um dos principais fatores responsáveis por curtos-circuitos em sistemas eletrônicos submetidos a temperatura...

Grafeno torcido revela interruptor de supercondutividade oculto

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Uma pesquisa, liderada por Chun Ning (Jianni) Lau, professor de física na Ohio State University, concentrou-se em um material especialmente projetado conhecido como grafeno de dupla camada torcida. O material é feito empilhando duas folhas de carbono e girando levemente uma em relação à outra. A equipe de pesquisa combinou a estrutura do grafeno com titanato de estrôncio, um material sintético semelhante ao diamante. Essa configuração permitiu aos cientistas observar e influenciar a interação dos elétrons no sistema. As interações eletrônicas desempenham um papel importante na determinação de propriedades como magnetismo e ligações químicas. Nos supercondutores, os elétrons são combinados de uma maneira especial que permite que a eletricidade flua sem resistência. Ao ajustar o ambiente em torno do material, a equipe descobriu que poderia fortalecer ou enfraquecer essas interações e ativar e desativar efetivamente a supercondutividade. Os pesquisadores ficaram surpresos com uma de suas ...

Grafeno pode mudar o papel do CO₂ na indústria

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A engenharia de membranas à base de grafeno vem ganhando espaço como uma alternativa promissora para capturar dióxido de carbono (CO₂) diretamente de emissões industriais, especialmente em refinarias. A proposta é utilizar membranas seletivas para separar o CO₂ dos gases liberados pelas chaminés, reduzindo emissões atmosféricas e transformando um resíduo climático em matéria-prima com potencial valor comercial. Na chamada captura pós-combustão, o processo ocorre após a queima dos combustíveis, quando os gases industriais já contêm CO₂, nitrogênio, vapor d’água e outros compostos. Nesse cenário, o grafeno se destaca por suas propriedades estruturais: sua espessura nanométrica, resistência mecânica e possibilidade de criação de poros moleculares seletivos permitem favorecer a passagem do CO₂ e restringir outros gases. Na prática, isso pode tornar o processo mais eficiente ao gerar correntes de CO₂ mais concentradas, reduzindo etapas posteriores de purificação e compressão. Em refinarias ...