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Futuro da IA: Grafeno ajuda a criar chip resistente até à lava

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Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia desenvolveram um chip de memória capaz de operar em temperaturas superiores a 700°C, superando limitações dos componentes tradicionais à base de silício. A inovação pode abrir novos caminhos para aplicações em inteligência artificial, exploração espacial e monitoramento industrial em ambientes extremos. O dispositivo foi projetado com uma arquitetura baseada em um memristor em nanoescala, tecnologia que combina processamento e armazenamento de dados em um único componente. O diferencial do projeto está no uso estratégico de materiais altamente resistentes ao calor, incluindo o grafeno, que atua como eletrodo inferior do chip. Com apenas um átomo de espessura, o grafeno desempenha papel essencial na estabilidade do sistema. Sua estrutura cria uma barreira física que impede a migração de partículas metálicas dentro do dispositivo, um dos principais fatores responsáveis por curtos-circuitos em sistemas eletrônicos submetidos a temperatura...

Grafeno torcido revela interruptor de supercondutividade oculto

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Uma pesquisa, liderada por Chun Ning (Jianni) Lau, professor de física na Ohio State University, concentrou-se em um material especialmente projetado conhecido como grafeno de dupla camada torcida. O material é feito empilhando duas folhas de carbono e girando levemente uma em relação à outra. A equipe de pesquisa combinou a estrutura do grafeno com titanato de estrôncio, um material sintético semelhante ao diamante. Essa configuração permitiu aos cientistas observar e influenciar a interação dos elétrons no sistema. As interações eletrônicas desempenham um papel importante na determinação de propriedades como magnetismo e ligações químicas. Nos supercondutores, os elétrons são combinados de uma maneira especial que permite que a eletricidade flua sem resistência. Ao ajustar o ambiente em torno do material, a equipe descobriu que poderia fortalecer ou enfraquecer essas interações e ativar e desativar efetivamente a supercondutividade. Os pesquisadores ficaram surpresos com uma de suas ...

Grafeno pode mudar o papel do CO₂ na indústria

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A engenharia de membranas à base de grafeno vem ganhando espaço como uma alternativa promissora para capturar dióxido de carbono (CO₂) diretamente de emissões industriais, especialmente em refinarias. A proposta é utilizar membranas seletivas para separar o CO₂ dos gases liberados pelas chaminés, reduzindo emissões atmosféricas e transformando um resíduo climático em matéria-prima com potencial valor comercial. Na chamada captura pós-combustão, o processo ocorre após a queima dos combustíveis, quando os gases industriais já contêm CO₂, nitrogênio, vapor d’água e outros compostos. Nesse cenário, o grafeno se destaca por suas propriedades estruturais: sua espessura nanométrica, resistência mecânica e possibilidade de criação de poros moleculares seletivos permitem favorecer a passagem do CO₂ e restringir outros gases. Na prática, isso pode tornar o processo mais eficiente ao gerar correntes de CO₂ mais concentradas, reduzindo etapas posteriores de purificação e compressão. Em refinarias ...

Pesquisa brasileira cria biotintas com grafeno que regeneram o coração

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Tiradentes está avançando no uso do grafeno para a criação de biomateriais voltados à recuperação de tecidos cardíacos. O estudo é conduzido pela doutoranda Érika Santos Lisboa, aluna do terceiro ano do Doutorado em Biotecnologia pela Rede Nordeste de Biotecnologia, e investiga o desenvolvimento de biotintas à base de hidrogéis e nanomateriais para bioimpressão 3D de tecidos do coração. A pesquisa conta com a participação do Laboratório de Nanotecnologia e Nanomedicina, do Instituto de Tecnologia e Pesquisa, além de uma colaboração internacional com a University College Dublin, na Irlanda. Parte do trabalho foi realizada durante um doutorado-sanduíche viabilizado pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), envolvendo ainda o Instituto de Engenharia Nuclear, ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear. O grande diferencial do estudo está no uso de nanopartículas de óxido de grafeno funcionalizado com polifenóis, aplicadas à engenh...

Cientistas fazem objeto viajar entre dimensões com uso de grafeno

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Pesquisadores da Nanjing University, ShanghaiTech University e Southern University of Science and Technology, na China, identificaram um comportamento inédito em um tipo específico de grafeno multicamadas, revelando uma nova categoria de material descrita como “transdimensional”. A descoberta ocorreu durante estudos sobre o Efeito Hall Anômalo, fenômeno físico relacionado ao desvio da eletricidade dentro de materiais por influência de propriedades magnéticas internas. O diferencial observado pelos cientistas foi que, em camadas de grafeno com espessura entre 2 e 5 nanômetros, o material apresentou um comportamento intermediário entre estados bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D). Segundo os pesquisadores, essa condição permite que os elétrons se movimentem de forma coordenada tanto dentro das camadas quanto entre elas, criando propriedades magnéticas e elétricas mais complexas do que as já documentadas até hoje. O comportamento foi observado apenas em espessuras específicas do mat...