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Mostrando postagens de julho, 2024

Grafeno permite criar cristal formado apenas por elétrons

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Yen-Chen Tsui e colegas da Universidade de Princeton, nos EUA, finalmente conseguiram fotografar diretamente o cristal de Wigner, formado inteiramente por elétrons - até hoje só havia indícios indiretos de sua existência. Uma das principais ressalvas aos inúmeros experimentos citados pelo pesquisador, que dizem mostrar indícios do cristal de Wigner, é que os dados podem ser resultantes de imperfeições ou outras estruturas periódicas inerentes aos materiais utilizados nos experimentos. Para resolver o primeiro problema, sobre as imperfeições do substrato onde o cristal de elétrons é criado, a equipe decidiu utilizar o grafeno, que pode funcionar exatamente como uma "caixa de ovos" onde os elétrons possam ser depositados. Para viabilizar o experimento e tirar as dúvidas, no entanto, isso exigiu tornar o grafeno o mais puro e desprovido de imperfeições possível. Isso não é fácil de se fazer nem nos melhores laboratórios do mundo, mas foi fundamental para eliminar a possibilidade...

NASA planeja criar elevador espacial com grafeno

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Talvez você já tenha visto a ideia de um elevador espacial que nos leve da Terra ao espaço, mas será que isso é possível? Pelo menos é isso que tem sido estudado, segundo Bradley Edwards, físico da NASA. A ideia tem sido trabalhada, mas não estamos preparados para construir algo tão grandioso assim, ainda que os cálculos sobre viabilidade e eficiência estejam corretos. Acontece que esta estrutura deveria ter certa de 35.785 metros e além de ser estabilizada no espaço e ancorada na Terra. Segundo estudos recentes, os nanotubos de carbono e o grafeno são capazes de suportar os esforços a que seriam submetidos enquanto a Terra gira a 1.670 quilômetros por hora. Esse material seria a chave para construir um elevador espacial. Bradley Edwards já chegou a dizer que esta construção teria um custo de cerca de 10 bilhões de dólares e levaria 15 anos para ser construída. O grande problema é que ainda não existe capacidade de moldar um nanotubo de carbono deste comprimento. Apesar de tudo isso, a...

Nova película da Hyundai com nanotecnologia reduz temperatura em até 22°C

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A Hyundai está desenvolvendo uma película transparente, que, aplicada nos vidros de um veículo, poderá reduzir suas temperaturas internas em até mais de 22°C. A tecnologia foi nomeada de Nano Cooling Film (filme de resfriamento com nanotecnologia), mas podemos chamá-la de "película à prova de mormaço". O produto seria aplicado nos vidros do veículo. Segundo a empresa, as temperaturas internas poderiam ser reduzidas em mais de 22°C. Anunciada em 2023, a película bloqueia a energia térmica externa, ao mesmo tempo em que permite que o calor interno escape. A Hyundai testou a eficácia do produto aplicando o filme em 70 veículos em Lahore, no Paquistão. Na região as temperaturas chegam a incríveis 50°C e cortinas são proibidas por questões de segurança.  Nas superfícies de dentro do carro, a película reduziu a temperatura da superfície de incidência em 15,38°C em comparação com um veículo com película convencional e 22°C em comparação com um sem película.

Oureno: Grafeno de ouro já é uma realidade

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Cientistas alcançaram um feito notável: a síntese de uma folha de ouro com apenas um átomo de espessura, em uma camada monoatômica do metal precioso, paralela ao fenômeno do grafeno, que é uma camada monoatômica de carbono. Batizado de “oureno” ou “goldeno”, esse novo material agora faz parte de uma vasta família de materiais monoatômicos, também conhecidos como materiais 3D ou materiais de van der Waals, que incluem o siliceno, o germaneno, o plumbeno, o estaneno, entre outros. Cientistas conseguiram sintetizar uma folha de ouro com apenas um átomo de espessura, similar ao grafeno. Isolar camadas monoatômicas de um elemento abre portas para a exploração de comportamentos que não são observados no elemento em sua forma tridimensional. Isso leva os cientistas, como Shun Kashiwaya e sua equipe da Universidade de Linkoping, na Suécia, a acreditarem que o ouro monoatômico poderá ser utilizado em uma variedade de aplicações, incluindo a conversão de dióxido de carbono, a produção de hidrogê...

Grafeno: Pesquisadora do Inmetro ganha prêmio 25 Mulheres na Ciência

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  A pesquisadora Joyce Rodrigues de Araújo, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é uma das sete brasileiras a receber o prêmio 25 Mulheres na Ciência de 2024. Com o tema Sustentabilidade, neste ano o programa convocou 25 mulheres da América Latina e passou a abrir a oportunidade também a participantes do Canadá. A chefe do Laboratório de Fenômenos de Superfície e Filmes Finos (Lafes) do Inmetro, Joyce Araújo participou com o trabalho “Método para obtenção de Nanoplacas de grafeno por meio de processamento de biomassas” cuja perspectiva é a geração de energia renovável, como biogás ou biocombustíveis. “Além de produzirmos o grafeno, material revolucionário na indústria dos nanomateriais, temos também um projeto com um olhar no carbono, devido à possibilidade de captura do gás de síntese, CO2 gerado em uma das etapas do processo, para produção de biogás”, explica a pesquisadora premiada. Segundo ela, com o método de nanoplacas de grafeno, é possível r...