Grafeno torna peças plásticas automotivas 20% mais resistentes e 18% mais leves
Pesquisadores da Universidade de Toronto desenvolveram um novo material capaz de elevar o desempenho de componentes industriais, principalmente na área automotiva. Batizado de Gratek, o composto combina polipropileno reforçado com fibra de vidro e uma pequena quantidade de grafeno, resultando em peças até 20% mais resistentes e 18% mais leves que as convencionais.
O avanço foi alcançado pelo pesquisador de pós-doutorado Nello David Sansone, que buscou uma forma eficiente de incorporar nanoplaquetas de grafeno ao polipropileno. A dificuldade inicial estava no comportamento natural dessas nanopartículas, que tendem a se aglomerar quando misturadas ao plástico, prejudicando o desempenho do material.
Para superar esse desafio, Sansone desenvolveu uma técnica patenteada que permite que as nanoplaquetas de grafeno se depositem diretamente sobre as fibras de vidro dentro da matriz polimérica. Esse método impede o aglutinamento e garante que o grafeno atue exatamente onde faz mais diferença: no reforço estrutural das fibras.
O resultado é um material mais forte e, ao mesmo tempo, mais leve, já que a presença do grafeno possibilita a redução da quantidade de fibra de vidro sem comprometer o desempenho, pelo contrário, aprimorando-o. O Gratek utiliza menos de 1% de grafeno, mas seus efeitos são amplificados pela distribuição precisa das nanoplaquetas no compósito.
Segundo Sansone, a combinação de propriedades do grafeno abre caminho para veículos mais leves, seguros e sustentáveis, além de outras aplicações em setores que buscam materiais de alta performance. Pelo impacto da pesquisa, o cientista foi reconhecido com um prêmio da Mitacs, reforçando o potencial do Gratek como referência na próxima geração de compósitos avançados.

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